Há muito na nossa história enquanto seres humanos que a saúde se cruza com o mar. Quem se esquece, nos livros de História, das primeiras navegações dos Portugueses dizimadas por pestes e fome? Por outro lado, mesmo nos dias de hoje, quantos povos dependem do mar para sua subsistência, ou mesmo sobrevivência?

Podemos então dizer que a saúde e o mar estão muito mais interligados do que pensaríamos, à primeira vista!
Mas o que tem o mar, de tão especial, que o distingue da terra? Por que razão os animais da terra são tão diferentes dos animais do mar, em qualquer parte do planeta? Por causa da água! Este bem tão precioso que a humanidade tende a dar como adquirido, abundante, imutável e inesgotável.

No ambiente aquático tudo é diferente, desde logo a forma como os animais respiram, se movem e do que se alimentam (plâncton, outros animais ou algas). Estas características distinguem as propriedades nutricionais de todos os animais do mar, comparativamente aos da terra. Deste modo, temos de os conhecer para os compreender e valorizar:
Deixe-me dizer-lhe que se designa por “carne” – “ a parte mole, entre a pele e os ossos, do ser humano e dos animais, principalmente o tecido muscular”. Assim, a carne do pescado distingue-se da carne dos animais terrestres não só, pelo seu teor em gorduras “boas”, da família ómega-3, mas também pelo seu conteúdo em vitaminas e minerais: dependendo do teor em gordura, é rica em vitaminas do complexo B, A, D e E, mas também em minerais como fósforo, potássio, magnésio e cálcio. Já os mariscos e bivalves destacam-se pelo seu teor em iodo, manganês, silício, ferro, cobre e zinco!

Recomenda-se assim, para atingir as necessidades diárias de nutrientes, o consumo diário de pescado magro, garantindo ainda a ingestão de peixe gordo até três vezes por semana (peixe-espada, arenque, alabote, salmão, cavala e sardinha), tal como o marisco.

Em regimes vegetarianos, a carência de gorduras ómega-3, além de vitamina D e zinco, são uma realidade, nutrientes maioritariamente presentes nos animais do mar!
Não haja dúvidas: Nos tempos que correm, há que valorizar a máxima qualidade e segurança, quando escolhemos algo que vamos pôr dentro do nosso corpo, a formar as nossas células e as dos nossos filhos. Por isso, enquanto nutricionista lhe recomendo: escolha pela qualidade, não pelo preço, pois a nossa saúde não o tem. Valorize o que vem do mar, pois é sinónimo de saúde.

Nutricionista Catarina Cachão Bragadeste, n.º 0402N
Blogue Diário de uma Dietista®

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