Os cientistas de todo o mundo estão a investigar as múltiplas facetas que as alterações climáticas estão a impor no planeta e destacam a importância da Paleociência, uma relevante área científica que permite avaliar as condições de variabilidade natural do clima, tanto à escala global como regional e local.

Um exemplo da importância da Paleociência é a história do reconhecimento oficial da existência de um aquecimento global e da sua associação ao aumento da concentração de CO2 na atmosfera, que já atinge os 416 ppm (partes por milhão), um novo recorde assinalado em fevereiro de 2020.

Só há registo de dados instrumentais nos últimos 150 anos e sabe-se que o aquecimento global começou em 1850, ou seja, a maioria dos dados instrumentais são já de um período em mudança.

Hoje existem dados até aos 800.000 anos e confirma-se que nem os valores agora registados nem a taxa de crescimento das concentrações foram alguma vez observados nos últimos 800.000 anos, o que permitiu aos cientistas provarem que a variabilidade atual só se explica se for considerado o input antropogénico (a ação humana).

A Paleoceanografia/Paleoclima busca entender a evolução do sistema climático ao longo dos tempos através do estudo de arquivos de clima, que podem ser de vários tipos, desde os gelos das calotes glaciares às conchas de organismos bivalves ou às árvores, isto é, todo e qualquer sistema que acumule novas camadas de forma sequencial ao longo do tempo. Camadas essas que contêm informação sobre as condições ambientais que existiam no momento da sua formação.

Um dos melhores arquivos de clima são os sedimentos marinhos que se foram acumulando no fundo oceânico. Essa extensa camada de sedimentos quando recolhida em locais específicos do oceano fornece informação importantíssima relativamente às condições que existiam quando cada nível de sedimento se formou, conforme explica a Dra. Fátima Abrantes, Doutora em Oceanografia Geológica – Paleoceanografia e Investigadora Principal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Essas sequências podem ser recolhidas de várias formas, mas sempre usando navios de investigação como plataforma de trabalho, e sendo um trabalho que exige muitos recursos, faz-se normalmente recorrendo à formação de consórcios internacionais, como é o caso do programa que hoje se designa por IODP-International Ocean Discovery Program, ao qual Portugal aderiu em 1998.

Parceria institucional CCOceanos & Comur-Conserveira de Portugal

Os oceanos são a fonte de inspiração do Centro de Comunicação dos Oceanos-CCOceanos e também o palco de atuação na pesca sustentável do Grupo Comur-Conserveira de Portugal e nesta sinergia surge a parceria institucional que ora se inicia visando proporcionar ao grande público o acesso ao conhecimento sobre os oceanos.

Assim, a jornalista náutica, fundadora e curadora do Centro de Comunicação dos Oceanos-CCOceanos irá apresentar todos os meses neste portal um novo artigo sobre temas relacionados com os oceanos, em especial no âmbito da The Ocean Decade – UNESCO-COI.

O Centro de Comunicação dos Oceanos-CCOceanos é uma série de palestras LiveStream a apresentar informação atualizada acerca dos oceanos, interligando os países de Língua Portuguesa e tornando Portugal num centro de partilha de conhecimento dos oceanos.

O CCOceanos já conta com 19 Palestras LiveStream realizadas, reunindo mais de 60 oradores com diversos backgrounds profissionais.

Os vídeos estão disponíveis na Videoteca CCOceanos Palestras em:
https://www.youtube.com/channel/UCWgmZPXDwEFm8Ns8qVZA-hQ/videos

Website – https://ccoceanos.wixsite.com/ccoceanos

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