AC0A7426_960x465px

Diretamente das águas límpidas e profundas do atlântico em mar aberto, a dourada apresenta-se ao mundo em cor cinza-prata com uma mancha dourada entre os olhos, característica que lhe dá o nome. De carne branca e suculenta, este peixe de excelentes propriedades nutricionais e de sabor leve e delicioso, encerra nele muito mar, muito passado, muito presente e muito carácter português.

Na cozinha, reinventa-se o passado com uma lufada de modernidade. Dar-lhe um entorno diferente nem sempre é fácil, mas a versatilidade das conservas da Comur oferece essa liberdade para criar infinitamente. E explorar.

A emparelhar a dourada, e sem mais demoras, um familiar pão saloio, de sabor e aspeto rústico, numa mistura genuína de farinha, água, sal, fermento e alma. Dos campos de trigo para o moinho e do moinho para o forno de lenha, é uma fábula com vista para o mar. Um horizonte colossal, esse do encontro do mar com a terra, cuja história a gastronomia deve saber honrar e preservar.

E quando se liga a simplicidade às memórias, o resultado é uma receita triunfante de sabor: lombos de dourada em conserva em molho de azeite, deleitosamente acamada em fatias de pão saloio e rodelas de tomate, pincelada com sumo de limão e salpicada de sal marinho. Um prazer suave e prolongado, tão ao gosto português. Comida fresca de verão, assumidamente, para degustar num agosto quente, num espaço contemplativo de pernas esticadas sobre o varandim ou à sombra de um sobreiro centenário, com a brisa a acariciar-nos a pele e a predispor-nos para a refeição.

A paixão pela autenticidade e por um mundo de histórias e tradições fazem da combinação da dourada com o pão saloio, uma estreia literária. Uma combinação que acarreta uma enorme responsabilidade, ou não fosse aqui que o mar e a terra se encontram, a marcar a identidade lusitana tão presentes nas conservas da Comur.

Share on facebook
Share on linkedin

Produtos Relacionados

Receitas Relacionadas